5 dicas para lidar com a TV na educação do seu filho

Qual é a influência da televisão no desenvolvimento do seu filho?

O que de fato ele tem assistido nesses programas infantis? O que é bom e o que é ruim? Você costuma assistir a esses programas com seu filho? O que ele assiste está de acordo com os valores da sua família?

Como lidar com a televisão na educação dos filhos

CUIDADO!

Saiba que deixar a criança na frente da televisão tem aspectos positivos e negativos. Por isso, é bom ficar atenta para decidir com segurança sobre o que e por quanto tempo seu filho vai ficar na frente da telinha.

Aspectos positivos no uso da TV

Assistir televisão possibilita à criança:

  • Compreender as histórias.
  • Construir narrativas.
  • Desenvolver a imaginação.
  • Ter referências únicas, mesmo que pertencendo a ambientes diferentes.
  • Aumentar o repertório de brincadeiras, canções e histórias.
  • Aos 4 e 5 anos, ter uma noção do início e término dos programas (noção de tempo).
  • Conhecer culturas diferentes.

A televisão é a principal companhia de muitas crianças e vários canais têm sua programação totalmente dedicada exclusivamente à elas. Desenhos, novelas e filmes são apenas alguns dos programas produzidos para atrair a atenção dos pequenos e mantê-los em frente ao aparelho por horas. Cabe a você, mãe, ficar de olho e não permitir que a telinha invada a vida do seu filho de tal maneira que, como diz Branca Maria de Paula no livro Truques Coloridos, “As crianças acham que ele é o maior mágico do mundo. As crianças e milhares de pessoas que vivem por aí. Vivem caladinhas, prestando atenção, sem fazer nada, só vendo, sem fazer nada, só respirando… televisão.”

Aspectos negativos no uso da TV

Assistir televisão pode levar a criança a desenvolver:

  • Tendência à imitação
  • Submissão
  • Isolamento ou apatia
  • Agressividade
  • Atividade sexual precoce
  • Diminuição da comunicação familiar
  • Insônia
  • Obesidade
  • Consumismo
  • A criança até 2 anos que fica muito tempo diante da TV pode ter o desenvolvimento da visão periférica comprometida.

Diante disso, fique alerta para os programas que seu filho assiste. Veja 5 dicas que irão te ajudar a fazer da TV uma aliada na criação do seu filho!

Dicas para você começar hoje

  1. Limite o uso da TV a uma hora ou no máximo a duas horas por dia e lembre-se de escolher um programa de boa qualidade. Para isso, procure conhecer os programas que seu filho gosta de assistir. Você pode fazer isso nos finais de semana ou gravá-los para assistir depois.
  2. Selecione os programas que você assiste quando as crianças estiverem por perto. Lembre-se: educamos pelo exemplo.
  3. Não faça da TV o ponto central da sua casa. Apenas um aparelho em casa é o suficiente. Essa dica é importante! Na minha casa, por exemplo, só temos um aparelho.
  4. Procure assistir alguns dos programas com seu filho e o ensine a ter opiniões críticas sobre o que assiste.
  5. Não perca a oportunidade de estar com seu filho. Mas se for para escolher entre a TV ou uma brincadeira, prefira brincar com ele. Vai ser mais divertido!

Você deve estar se perguntando como poderá acompanhar os programas que seu filho assiste com essa falta de tempo e correria. Mas, é fundamental que você saiba o que seu filho anda assistindo. Não perca tempo! Pesquise, leia, converse com outra pessoas, procure dentro da sua rotina uma forma de conhecer que tipo de informação a TV está transmitindo para seu filho. Afinal, você não quer permitir que a TV molde os valores, as crenças e o comportamento do seu filho!

Uma boa maneira de descansar

Oi, mãe! E aí? Está lembrando que você existe? Estranha essa pergunta, não é? Mas é isso mesmo! Com essa correria para trabalhar e atender a família não encontramos tempo para cuidar de nós mesmas! Ficamos sempre em segundo plano.

Mas é possível mudar isso e conciliar um tempo para a família e um tempo para você. Afinal, mãe, se estamos bem, as tarefas do dia a dia ficam mais fáceis de serem cumpridas. Veja a super dica que eu preparei.

Leitura

Leia livros de histórias!

Com os livros podemos nos desligar da realidade, viajar por outros lugares e outras culturas. Procure inserir a leitura na sua rotina. Mas nada de leitura sobre o trabalho, nem de autoajuda. Simplesmente um livro que conte histórias. Eu costumo deixar o meu no criado de cabeceira e leio pouco antes de dormir. Às vezes só consigo ler por dez minutos, pois o sono chega e não é possível competir com ele. Outros dias, se estou mais alerta, a leitura se prolonga um pouco mais. Leia! Não importa o número de páginas, o que vale é mergulhar no universo das histórias, pelo menos um pouquinho!

Selecionei alguns dos meus títulos preferidos. São livros que contam histórias interessantes e que podem lhe agradar.

Mande para mim seus títulos preferidos e assim vamos aumentar e compartilhar a nossa lista!

  • Os catadores de concha – Rosamunde Pilcher (peguei na biblioteca da escola dos meus filhos)

  • Tuareg – Alberto Vázquez Figueiroa (peguei emprestado com a minha irmã)

  • O Físico – Noah Gordon (peguei na biblioteca da escola dos meus filhos)

  • A Tenda Vermelha – Anita Diamant (ganhei de uma amiga)

  • Por parte de pai – Bartolomeu Campos Queirós (comprei em uma livraria)

  • A Madona de Cedro – Antonio Callado (comprei em um sebo)

  • Era uma vez Eu – Neusa Sorrenti (ganhei da minha irmã)

  • Uma aprendizagem ou o livro do prazeres – Clarice Lispector (da minha filha)

  • Ciranda de Pedra – Lygia Fagundes Telles (da minha filha)

  • Passaporte para a China – Lygia Fagundes Telles (da minha filha)

  • O Pequeno Príncipe – Antoine de Sant-Exupéry (ganhei quando tinha quinze anos)

    BOA LEITURA!

Morte: como ajudar seu filho a lidar com o luto

O que fazer quando morre alguém muito próximo da criança?

A morte é a única certeza que temos na vida. Em algum momento, teremos que enfrentá-la e nossos pequenos não serão poupados. Outro dia assisti o filme Corajosos e fiquei bastante impressionada com a fala de um dos protagonistas: “Aprender a viver sem um ente querido é como aprender a viver com a amputação”. Perder alguém que amamos é realmente um sofrimento imensurável e pode acontecer a qualquer momento com qualquer um de nós. Por isso, é necessário refletir se estamos, de fato, educando nossos filhos para vencer os desafios da vida, nesse caso, lidar com a morte.

Como lidar com a morte

Mesmo tendo a certeza que o fim de cada ser vivo é morrer, costumamos evitar falar sobre esse assunto, principalmente com as crianças. Transformar a morte em tabu, em assunto proibido, não vai ajudar a lidar com a perda de um ente querido. O mais sensato é tratar a morte como algo natural da vida. E como fazer isso?

Em sala de aula, tive alunos que perderam entes queridos. E acredite, não é uma situação fácil! Nesses momentos é preciso reconhecer que a dor da criança é real e ela precisa de amparo e compreensão. As crianças sofrem e cada uma, dependendo da idade e do jeito de ser, demonstra sua dor de uma maneira. A criança muito pequena, por exemplo, não vai entender a permanência da morte e vai esperar que o ente querido volte a qualquer momento. Já a criança maior vai conseguir chegar à conclusão que um dia a morte chegará para cada um. Cabe a nós, adultos, adotar atitudes que irão ajudá-las a lidar melhor com esses sentimentos. Afinal, é natural sofrer pela perda de alguém amado, o importante é não deixar que essa dor se transforme em algo que vai fazer mal à saúde dos pequenos.

Então, como agir para que a criança saiba lidar com a perda de um ente querido e saia mais fortalecida emocionalmente dessa experiência?

Uma atitude que você pode adotar, agora, é incluir na biblioteca do seu filho histórias que tratam da morte de forma criativa, como, por exemplo, o clássico A Formiguinha e a Neve, A avó adormecida do italiano Roberto Parmeggiani, A Montanha Encantada dos Gansos Selvagens de Rubem Alves e Menina Lili de Ziraldo. Não espere acontecer o falecimento de alguém próximo para fazer isso. É muito importante que a criança tenha contato com esse assunto e uma boa maneira de fazer isso é pelas histórias.

Caso a perda, de fato, aconteça com alguém muito ligado ao seu filho, você poderá adotar algumas atitudes que permitirão a ele passar por esse sofrimento e pelo luto com mais conforto e sem traumas. Lembre-se que o adulto tem estratégias e amigos para passar por essa dor, mas a criança tem apenas os adultos para ajudá-la a passar por esse processo. Então, fique atenta, mãe! Seu filho pode apresentar mais irritabilidade, inapetência, tristeza e esses comportamentos pedem mais sua atenção. É hora de agir!

NO DIA DO VELÓRIO:

  • Leve seu filho ao velório, se ele desejar. Levar flores para colocar no caixão pode ser uma boa forma de despedida.

  • Deixe que assine no livro de presenças.

  • Não esconda sua tristeza do seu filho. Se ele perguntar o motivo do seu choro, explique que você está triste pois sentirá saudades da pessoa que morreu, já que ela não vai voltar mais.

  • Conte a verdade sobre a causa da morte, por exemplo, que estava doente, um acidente ou porque estava velhinho. Não dê detalhes, principalmente se a morte for trágica, com sofrimento.

  • Responda às perguntas do seu filho de maneira objetiva, por exemplo, se ele perguntar: “A gente também vai morrer?” Você poderá responder que sim, mas quando estiverem bem velhinhos.

  • Abraçar e beijar o falecido só deve acontecer se a criança quiser e se já tinha esse costume antes do falecimento.

  • Se a criança pedir pode deixá-la ver o rosto do falecido.

  • A morte é um fenômeno difícil de explicar, mas se a criança fizer perguntas sobre isso, responda de acordo com suas crenças.

COM O PASSAR DOS DIAS:

  • Se seu filho é uma criança muito ativa, leve-o para brincar mais vezes ao ar livre.

  • Se seu filho é mais quieto, fique mais tempo a sós com ele.

  • Procure manter a rotina.

  • Deixe seu filho falar, chorar, rir e brincar. Seja acolhedora! É importante que seu pequeno perceba que ele tem alguém para confortá-lo.

  • Vocês poderão construir juntos uma “Caixa de Memórias” ou um “Livro de Memórias” e guardar fotos e lembranças da pessoa que morreu.

Essas são atitudes concretas que ajudarão seu pequeno a aceitar a ausência do ente que se foi, sem criar fantasias sobre a morte. O importante é que você fique atenta ao comportamento do seu filho e respeite seu modo de lidar com a dor da perda. E lembre-se, não o obrigue a fazer nada que ele não queira.

Minha Vida Querida – Inauguração Oficial do Blog

O blog é uma extensão do projeto Mães que Educam. É um sonho realizado! Eu me sinto imensamente feliz em inaugurá-lo contando uma história – arte milenar que atravessa o tempo encantando pessoas e preservando tradições.

Ler, ouvir e contar histórias são paixões antigas. E para essa inauguação ter a minha “cara”, nada mais indicado que uma boa história. Então pesquisei e finalmente encontrei exatamente aquela que eu procurava: Minha Vida Querida do escritor Malba Tahan, que mostra o profundo, verdadeiro e imensurável amor de uma mãe. E isso, é claro, tem tudo a ver com o nosso projeto!

A história Minha Vida Querida faz parte do livro que tem o mesmo título, dedicado especialmente à alma feminina. Malba Tahan era basileiro, nascido Júlio César de Melo e Sousa, em 6/5/1895 e falecido em 18/6/1964. Ele selecionou diversas histórias da cultura oriental, traduziu e publicou no Brasil, ampliando e valorizando ainda mais a nossa literatura.

Quero te fazer um convite: Vamos contar histórias?

Todas nós podemos desfrutar dessa maravilha que é contar uma história, principalmente se for para nossos pequenos. Eu tenho o orgulho de participar de um grupo de contadores de história chamado Pedrinhas de Brilhantes. Quero aprender essa arte e levar o encantamento dos contos para crianças e adultos.

Contando histórias para os filhos

Você também pode contar lindas histórias para seu filho. Ele vai adorar e você vai sentir a maravilha que é levar uma pessoa para o universo mágico das histórias.

Nesta seção do blog, vou colocar dicas de histórias, de livros e de filmes que agradem aos pequenos, de acordo com a sua idade. E também, é claro, dicas de como contar histórias para seu filho. Você vai ver como pode ser divertido!

Veja agora a história que eu contei para marcar a inauguração do blog. Essa história vai pra você, mãe que educa!

A música que seu filho ouve faz bem para ele?

A música é uma atividade onipresente na vida das crianças. Ouvir, cantar, dançar, inventar e parodiar são companheiras de todas as horas.

(Cecília Cavalieri França)

E você, mãe, que tipo de música tem oferecido para seu filho?

O mercado musical é variado. Oferece músicas de excelente qualidade, mas também oferece outras com baixíssima qualidade. Além de trazerem letras pouco apropriadas para as crianças, não contribuem para o desenvolvimento do pensamento. E o que podemos chamar de música de qualidade para nossos pequenos?

Uma boa música é aquela que, além de despertar emoção, também desenvolve o pensamento crítico, traz questionamentos, enfim, contribui para que a criança aprimore seu gosto musical e que fique mais exigente quanto à qualidade de música que lhe é oferecida e também que ela, mais tarde, vai ouvir.
A música é uma atividade essencial para o desenvolvimento humano. Ouvimos música desde o tempo em que habitávamos o útero materno. Isso não é fantástico? Pensar que o batimento do coração da mamãe é musical.

Toda criança gosta de música e algumas conseguem acompanhar os ritmos com desenvoltura. Algumas gostam de músicas mais agitadas, outras de mais calmas. Cada uma tem o seu gosto, mas todas gostam de ouvir música.

Pela música podemos conhecer a cultura de um povo e através dela manter tradições e promover transformações na sociedade. Sendo assim, a família tem a responsabilidade de apresentar para a criança a sua preferência musical e proporcionar que ela vá, ao longo da vida, construindo seu gosto musical. A responsabilidade da família, mãe, é muito grande.

Com a aprovação da Lei 11.769, de 18 de agosto de 2008, a música, aos poucos, voltará a fazer parte do currículo da educação básica (ela deixou de fazer parte no início da década de 70). Isso para nós, mães, é um grande ganho. Ganhamos uma grande aliada para nos ajudar na formação do gosto musical das crianças. Além do pouco tempo que a maioria das mães tem para seus filhos, ainda temos que lidar com as músicas de péssima qualidade oferecidas pela mídia.

Na minha casa eu sempre procurei apresentar para os meus filhos músicas de boa qualidade. Na época não era fácil encontrar um repertório interessante. A música para as crianças era muito comercial. Mas eu conheci a dupla Palavra Cantada e gostei do que ouvi. Meus filhos também gostaram e até hoje costumam cantarolar algumas canções. Outro dia mesmo, eu e minha filha, fomos ao show de 20 anos da dupla. Foi muito emocionante ver pais e filhos cantarem as músicas, juntos. A dupla Palavra Cantada faz parte do nosso repertório. Ela faz muito sucesso até hoje e suas músicas, além de arranjos sonoros de qualidade, trazem letras interessantes que incentivam o pensamento crítico das crianças e dos adultos. Para mim, até hoje, é pura emoção! Se você não conhece, eu recomendo e tenho certeza que seu pequeno vai adorar.

Compareci ao último show do Palavra Cantada em Belo Horizonte e gravei o vídeo abaixo para você curtir. Veja quantas crianças acompanhadas pelas mães e pelos pais estavam vivenciando esse momento.

 

Palavra Cantada em BH Sandra Peres e Paulo Tatit, do Palavra Cantada
Sandra Peres e Paulo Tatit, Palavra Cantada em BH
Outra tarefa importante e prazerosa é levar seu filho a shows, permitir que eles vivam essa emoção da música, ao vivo, desde pequenos. Em casa, além de ouvir música, vocês também podem ouvir: barulho de chuva, carro na rua, vozes, passos, vento, objetos manipulados na cozinha, som do chuveiro, etc… E podem também produzir música: inventar canções, parodiar, cantar no chuveiro, fazer serenata, etc…

Vai ser muito divertido, eu garanto.

Como colocar limite e lidar com birras

O limite é uma experiência afetiva que atinge tanto pais quanto filhos. Ninguém sai ileso. Pode ser difícil mesmo dizer um “não”. Você, mãe, já deve ter vivido essa situação. Sentimos pena, hesitamos e, às vezes, acabamos cedendo. A criança percebe tudo, inclusive nossa insegurança. E nesse momento, sua lógica é implacável! Em um supermercado, por exemplo, ela pode tentar usar a birra para conseguir algo que deseja: “Se eu gritar, ela vai me consentir”. É o que chamamos de compensação explícita. Quem já não precisou lidar com uma birra dos pequenos? E, é claro, em local público!?!

Limite e birra

Agora, leia essas afirmativas com atenção. Você concorda com elas?

  • Falta de limite resulta em criminalidade.
  • Frustrar é altamente saudável.
  • A falta de limite é o pior estado de angústia.
  • Ao estabelecer um limite é preciso sustentar.
  • A frustração é necessária para constituição do ser humano.

À primeira vista podem parecer duras, mas é a pura verdade. Se você, mãe concorda com as afirmativas acima, então está no caminho certo na tarefa de colocar limites nos filhos e possibilitar que eles respondam pelos próprios erros e comecem assim, a construir sua autonomia.

Para criar os filhos não tem receita pronta e atualmente é mais difícil do que parece. A configuração da família mudou, é o que podemos chamar de família “mosaico” e as referências ficaram mais diluídas entre família, amigos, escola e, principalmente, mídia. O imperativo é que tudo pode! Pais e escola não têm mais a autoridade de antigamente. Mas nós sabemos, mãe, que não é bem assim. Tudo tem consequência, isso é comum para todo mundo inclusive para os filhos.

Diante disso, a mãe precisa ter em mente os três princípios a seguir:

Toda autoridade é construída pela palavra. É pela palavra que construímos as regras junto com os pequenos. Se eles são informados, é legítimo cobrá-las e exigir que sejam respeitadas. Afinal, mãe, todo limite que você coloca para seu filho é para o bem dele e seu também.

É preciso sustentar o limite. Ao sustentar o limite que você colocou para seu filho e ele sabe o porquê, você passa para seu pequeno a segurança e confiança que irão ajudá-lo a vencer a frustração do “não”. Para as regras não tem negociação. Cumprí-las significa transmitir para o filho o cuidado e a responsabilidade com a moral, os valores, a saúde e a segurança, muitas vezes, até de outras pessoas.

Quando a regra não é cumprida, há que se ter alguma perda. A criança vai se constituindo através das referências que os pais passam para ela. Imagina como o filho vai se sentir ao perceber que, ao não cumprir as regras, fica tudo bem. Isso pode ser muito perigoso! Lembre-se, nada é sem consequência A autonomia é responder pelos próprios erros e sua construção é um processo, nunca para, nem quando adultos. Que tipo de perda seu filho pode ter é você quem vai decidir, claro que com coerência. Posso dar alguns exemplos: não fez o Para Casa? Então não tem TV. Há um ditado popular que ilustra isso muito bem: “De pequenino é que se torce o pepino.”

Você pensa em você?

Tenho três filhos e vivia consumida pela rotina de casa e do trabalho. Não tinha tempo pra cuidar de mim, a não ser o básico: salão de beleza, algumas comprinhas, pequenas viagens. Mas era pouco. Faltava fazer algo que eu realmente gostava, que me desse uma identidade fora do trabalho e da maternidade.

Então comecei a buscar e, cheguei na academia. Tentei muito, mas por mais que eu soubesse da sua importância, não me acostumei. Então, deixei a academia e me entusiasmei pela corrida de rua. Busquei informações e comecei o treinamento. Li vários artigos do treinador Nuno Cobra e o seu livro Sementes da Vitória. Essa leituras foram fundamentais para o sucesso do treinamento. Eu indico! Não foi fácil, mas descobri que a corrida era a “minha praia”. E não parei mais! Tenho o meu horário de treino que é quando “recarrego a bateria” e fico mais disposta e, é claro, muito mais feliz.

A corrida é uma boa opção para as mães

Minha irmã não abre mão da ioga. Faz toda semana religiosamente. Ela me diz que através da ioga, consegue mais tranquilidade e equilíbrio para levar a rotina com mais leveza e ser uma mãe melhor. O caminho que ela fez para chegar até a ioga também não foi fácil. Ela tentou hidroginástica, academia, caminhada e por fim encontrou a ioga.

Nos dois casos, a nossa satisfação reflete diretamente nos filhos. Eles percebem o quanto essas atividades nos deixam mais animadas e felizes e também acabam se sentindo bem. Ficamos mais dispostas e conseguimos levar o dia a dia com menos stress.

E você? Ultimamente você tem pensado pelo menos um pouquinho em você? Ou o trabalho e a maternidade estão roubando todo o seu tempo?
É bom refletir um pouco sobre isso. Quando a mãe se cuida e leva a sério o seu bem estar, além do bom exemplo para os filhos, tem ainda mais disposição para cumprir a rotina. E os pequenos percebem isso e se sentem mais felizes, assim como a mamãe. Lembre-se: eles estão ligados o tempo todo.
Precisamos parar um pouco, apesar do turbilhão que é cumprir as inúmeras tarefas do dia a dia e fazer algo que realmente nos agrade. Pode ser tirar um tempo para fazer uma leitura, academia, sair com as amigas, um programa romântico, ioga, bordado, corrida, caminhada, um novo empreendimento, etc.. Faça o que lhe agrade de verdade. Você verá os resultados não só para você, mas principalmente para seu pequeno.

Se você não tem muito tempo livre e quer cuidar da sua saúde, recomendo o treinamento Corpo D21, da Olívia Andriolo (acesse aqui).

Não se esqueça: o que você fizer por você, estará fazendo também por sua família. Uma vez o pediatra dos meus filhos, que me deu importantes orientações, me disse: “A mulher é a espinha dorsal da família.”

Eu concordo com ele. E ouso dizer que se nós mulheres vamos bem a família vai bem. É muita responsabilidade, não é? Pare e observe, você verá que é verdade.

E lembre-se: o que você for fazer por você, tem que ter regularidade. Não vale fazer de vez em quando ou começar e parar. É por você e por seus filhos!

Separação: 4 dicas para que seu filho não seja a vítima

Você já experimentou se colocar no lugar do filho, quando o assunto é separação? Quando eu era pequena sentia muito medo dos meus pais se separarem. E olha que isso na época nem era muito comum. Qualquer discussão em um tom de voz mais alto, já era motivo para eu ficar em alerta. Isso acontece com as crianças. A segurança que elas conhecem está relacionada com o pai e a mãe juntos e a possibilidade de mudança pode levá-las a ter medos infundados.

IRA, TRISTEZA, SUSTO, PREOCUPAÇÃO, CONFUSÃO, AMEAÇA, INFELICIDADE, CULPA

Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando. Isso mesmo! Uma separação problemática pode provocar também insônia, dores de cabeça, febres, dores na barriga, baixa no rendimento escolar, agressividade, etc…

O andamento da separação é que vai determinar se esses sentimentos irão se desfazer ou ficar tão intensos ao ponto de prejudicar a saúde da criança. Uma separação precisa ser conduzida levando em conta o respeito pelos envolvidos, principalmente as crianças. Elas são anteninhas ligadas que captam tudo e podem não entender direito o que estão ouvindo ou vendo. Por isso é fundamental observar como os pequenos estão reagindo à mudança eminente na sua vida e na vida da família. Afinal, uma separação entre casais não é o fim do mundo. Pode sim ser uma boa solução!

É possível conduzir esse processo sem trazer prejuízo para os pequenos. Um olhar carinhoso e cuidadoso faz toda a diferença, e isso mãe, você sabe fazer.

Então, veja essas dicas:

  1. Faça o exercício de se colocar no lugar do seu filho
    Experimente se colocar no lugar do seu filho. Feche os olhos e pense em como ele se sente ao perceber que, de repente, todo o seu mundo está ameaçado por uma mudança que ele não deseja. Talvez você já tenha vivido essa situação. E quem vai fazer essa mudança são as duas pessoas que ele mais ama. Esse exercício vai te aproximar mais do seu filho. Lembre-se, as crianças não entendem todas as condutas que os adultos precisam assumir para resolver os problemas. Nenhuma criança quer ver os pais separados.
    Então não se esqueça que seu filho é uma criança e que não entende o que está acontecendo, ele apenas não quer perder as pessoas que ele mais ama. Você poderá fazê-lo entender que nem tudo é como parece ser. Mudanças podem ser necessárias para melhorar as nossas vidas e nos deixar mais felizes.
  2. Comunique a separação ao filho, assim que a situação for definida
    Se possível, o casal deve contar juntos a verdade: os pais estão separados. Explique para ele que essa separação diz respeito apenas ao casal. O amor que os pais têm pelo filho não muda em nada. Comunicar a separação evita que os pequenos fiquem fantasiando sobre o que estão percebendo e que criem uma ideia errada das mudanças que certamente iro ocorrer. A criança reage melhor se sabe o que está por vir.
  3. Deixe seu filho expressar o que está sentindo
    Escolha alguns momentos do seu dia para conversar com seu filho, olhando nos olhos dele. Sem reservas. Deixe que ele coloque suas dúvidas e medos. Responda as perguntas com clareza, sem mencionar fatos que não lhe dizem respeito, como por exemplo, valor de pensão, divisão de bens, etc.. Se ele quiser chorar, acolha-o. Esses momentos serão fundamentais para que seu filho se sinta fortalecido e perceba que tem o seu amor.
  4. Não fale mal do cônjuge
    Falar mal um do outro é a pior postura que os casais em processo de separação podem adotar. Isso faz muito mal para o filho e, inclusive, já é considerado crime – alienação parental. Os filhos amam o pai e a mãe e não podem ser usados para vinganças afetivas. Uma postura dessas adoece os pequenos.
COMPREENSÃO, AMIZADE, CONFIANÇA, COMPANHEIRISMO, SEGURANÇA, CARINHO

Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando de maneira bem conduzida e amigável.

A separação entre casais pode ser um dos caminhos para que cada um encontre a felicidade. Embora não seja fácil pra nenhum membro da família, os pequenos costumam sofrer mais. Para eles a separação indica perdas e até abandono. É fundamental amparar, acolher os filhos nesse momento. Você verá que, aos poucos, eles irão vencendo os medos e se tornarão grandes aliados nessa nova etapa da vida.

Mochila escolar: 6 passos que vão melhorar o rendimento do seu filho na escola a partir de hoje

A mochila escolar é uma ligação importante entre a escola e a família. Através dela é possível acompanhar, de fato, o que nossos filhos realizam na escola. Ela guarda objetos recheados de informações riquíssimas que não podem passar despercebidas por uma mãe que educa.

A mochila do filho guarda informações valiosas para a mãe

No entanto, muitas vezes esquecemos de olhar bem de pertinho o que o filho guarda na mochila. É bem provável que, se você perguntar, ele responda que está tudo em ordem: cadernos, livros e estojo, tudo organizadíssimo. Pode ser que esteja mesmo, mas vale a pena conferir.

Acredite, você pode saber muito sobre a vida do seu filho se você acompanhar a organização da mochila que ele leva para a escola e prestar atenção em alguns detalhes. E saiba que isso não é invasão de privacidade! É tarefa de mãe, de mãe que educa!

  1. Abrir a mochila e examinar todo o conteúdo junto com o filho
    Convide seu filho para olhar a mochila e diga que quer saber como está sua vida  na escola. Sente com ele, abra a mochila e converse sobre o material: o que ele usa mais,  quais as suas preferências, o que ele está aprendendo e lembre-se: saber o que ele está aprendendo não significa ter que saber tudo sobre o assunto. Você pode contar alguma curiosidade, se você souber. Seu filho vai adorar dividir com os  colegas o que aprendeu com você.  É importante ele perceber  que você está ali presente, que sabe o que acontece com ele. Dá segurança.
  2. Descubra fatos importantes que aconteceram com ele na escola
    Enquanto vocês vão explorando o conteúdo da mochila, outros assuntos ligados à escola poderão surgir. É um bom momento para  perguntar sobre fatos  que tenham acontecido no dia ou na semana. Fatos que possam ter sido significativos para ele e que o afetaram de forma positiva ou negativa. É provável que apareçam assuntos sobre os quais ele não falaria para você abertamente. Sabe aquele ditado, “uma coisa puxa a outra”? Faça isso diariamente.
  3. Questionar sobre os papéis que costumam aparecer amassados no fundo da mochila
    Você pode encontrar folhas com avisos e tarefas que ficaram esquecidas e amassadas bem lá no fundinho. Às vezes seu filho pode até perder pontos porque nem se lembra daquela folha na mochila. Isso acontece!
  4. Retire o material desnecessário
    As crianças costumam acumular cadernos e livros que não estão de acordo com o horário e que aumentam o peso na mochila sem necessidade. As meninas adoram levar maquiagem, acessórios e até o diário, já os meninos gostam de carregar brinquedos, como carrinhos. Além do peso, o excesso de coisas na mochila gera desorganização, um dos vilões que impedem o bom rendimento escolar do seu pequeno.
  5. Mantenha o material sempre completo
    O material de uso diário também deve estar completo. É bom lembrar seu filho sobre isso e, mesmo que ele seja daqueles que perdem tudo, você deve conversar sobre a importância de cuidar dos pertences. É seu papel também garantir que não falte nada no estojo. Ter o material à mão no momento que precisar contribui muito para o bom desempenho nas tarefas escolares. Ter reservas em casa facilita a reposição, então faça um pequeno estoque de cadernos, lápis, cola, tesouras, etc…
  6. Mochila e estojo devem estar sempre limpos
    Em casa e na escola é comum ver as mochilas espalhadas pelo chão e por isso elas costumam ficar muito sujas. Os estojos também vão ficando sujos por causa do uso contínuo e do contato com lápis e canetas. Sendo assim, é importante limpá-los semanalmente. Essa tarefa pode ser feita pelo seu filho e, caso ele for pequeno, com a sua supervisão ou ajuda. É importante manter esse elo entre escola e família bem cuidado, assim você está ensinando seu filho a valorizar a escola e seus pertences.

Então, não se esqueça, é fundamental para o bom rendimento escolar do seu filho dar uma conferida diariamente na mochila. Lembre-se de convidá-lo para fazerem essa tarefa juntos. É muito importante para ele saber que você se preocupa e que está “de olho” nos assuntos da escola.