Você já experimentou se colocar no lugar do filho, quando o assunto é separação? Quando eu era pequena sentia muito medo dos meus pais se separarem. E olha que isso na época nem era muito comum. Qualquer discussão em um tom de voz mais alto, já era motivo para eu ficar em alerta. Isso acontece com as crianças. A segurança que elas conhecem está relacionada com o pai e a mãe juntos e a possibilidade de mudança pode levá-las a ter medos infundados.

IRA, TRISTEZA, SUSTO, PREOCUPAÇÃO, CONFUSÃO, AMEAÇA, INFELICIDADE, CULPA

Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando. Isso mesmo! Uma separação problemática pode provocar também insônia, dores de cabeça, febres, dores na barriga, baixa no rendimento escolar, agressividade, etc…

O andamento da separação é que vai determinar se esses sentimentos irão se desfazer ou ficar tão intensos ao ponto de prejudicar a saúde da criança. Uma separação precisa ser conduzida levando em conta o respeito pelos envolvidos, principalmente as crianças. Elas são anteninhas ligadas que captam tudo e podem não entender direito o que estão ouvindo ou vendo. Por isso é fundamental observar como os pequenos estão reagindo à mudança eminente na sua vida e na vida da família. Afinal, uma separação entre casais não é o fim do mundo. Pode sim ser uma boa solução!

É possível conduzir esse processo sem trazer prejuízo para os pequenos. Um olhar carinhoso e cuidadoso faz toda a diferença, e isso mãe, você sabe fazer.

Então, veja essas dicas:

  1. Faça o exercício de se colocar no lugar do seu filho
    Experimente se colocar no lugar do seu filho. Feche os olhos e pense em como ele se sente ao perceber que, de repente, todo o seu mundo está ameaçado por uma mudança que ele não deseja. Talvez você já tenha vivido essa situação. E quem vai fazer essa mudança são as duas pessoas que ele mais ama. Esse exercício vai te aproximar mais do seu filho. Lembre-se, as crianças não entendem todas as condutas que os adultos precisam assumir para resolver os problemas. Nenhuma criança quer ver os pais separados.
    Então não se esqueça que seu filho é uma criança e que não entende o que está acontecendo, ele apenas não quer perder as pessoas que ele mais ama. Você poderá fazê-lo entender que nem tudo é como parece ser. Mudanças podem ser necessárias para melhorar as nossas vidas e nos deixar mais felizes.
  2. Comunique a separação ao filho, assim que a situação for definida
    Se possível, o casal deve contar juntos a verdade: os pais estão separados. Explique para ele que essa separação diz respeito apenas ao casal. O amor que os pais têm pelo filho não muda em nada. Comunicar a separação evita que os pequenos fiquem fantasiando sobre o que estão percebendo e que criem uma ideia errada das mudanças que certamente iro ocorrer. A criança reage melhor se sabe o que está por vir.
  3. Deixe seu filho expressar o que está sentindo
    Escolha alguns momentos do seu dia para conversar com seu filho, olhando nos olhos dele. Sem reservas. Deixe que ele coloque suas dúvidas e medos. Responda as perguntas com clareza, sem mencionar fatos que não lhe dizem respeito, como por exemplo, valor de pensão, divisão de bens, etc.. Se ele quiser chorar, acolha-o. Esses momentos serão fundamentais para que seu filho se sinta fortalecido e perceba que tem o seu amor.
  4. Não fale mal do cônjuge
    Falar mal um do outro é a pior postura que os casais em processo de separação podem adotar. Isso faz muito mal para o filho e, inclusive, já é considerado crime – alienação parental. Os filhos amam o pai e a mãe e não podem ser usados para vinganças afetivas. Uma postura dessas adoece os pequenos.
COMPREENSÃO, AMIZADE, CONFIANÇA, COMPANHEIRISMO, SEGURANÇA, CARINHO

Essas são apenas algumas palavras que eu poderia citar para representar o que um filho pode sentir ao perceber que os pais estão se separando de maneira bem conduzida e amigável.

A separação entre casais pode ser um dos caminhos para que cada um encontre a felicidade. Embora não seja fácil pra nenhum membro da família, os pequenos costumam sofrer mais. Para eles a separação indica perdas e até abandono. É fundamental amparar, acolher os filhos nesse momento. Você verá que, aos poucos, eles irão vencendo os medos e se tornarão grandes aliados nessa nova etapa da vida.

7 replies on “Separação: 4 dicas para que seu filho não seja a vítima”

    1. olá Claudia , eu me separei quando minha filha tinha 8 meses de vida . O pai da minha filha não se preocupa nem pra pagar a pensão e muito menos procura saber da filha!
      Minha filha já tem 3 anos e nunca viu o pai dela, acho até que ela nem lembra … Mas já vi ela chamando meu irmão de pai e a professora na escola me falou que ela disse que nos fins de semana ela , eu e o pai dela saimos de carro pra passear o que na verdade acontece é que o meu irmão é casado e tem uma filha de 4 anos que convive muito com a minha filha e nos fins de semana passeamos juntos mas na cebecinha dela é o pai dela.
      O que eu entendo diante disso é que a criança substituiu o pai pelo tio! Ou seja pai não é o que faz mas o que cuida!
      Espero ter ajudado! Abraços

  1. boa tarde,

    gostei muito da sua colocação, minha filha fez tres anos e a 6 meses estou separada, ela fantasia que iremos voltar, que é questão de tempo para isso, como mudar essa concepção que ela tem? e como mostrar que não há volta e acalma-la em momentos de desespero, e falta do pai?

  2. quando me separei, meu filho tinha apenas dois anos, hoje ele está com 10 anos e as vezes ainda fala que gostaria de ter família, pai, mãe e irmãozinhos. Sempre que isso acontece eu converso com ele e explico porque nos separamos, vejo nos olhos do meu filho seu sofrimento pq o pai dele não dá a devida atenção, e não se enganem, mãe não substitui o papel de pai. O que podemos fazer é ser honestos com nossos filhos, conforme eles forem crescendo e entendendo melhor a situação, dá pra jogar limpo com e eles e contar o motivo que levou a separação.

  3. Olá! Achei super interessante esse artigo. Um casal que briga muito qual a postura deve ter?

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