O Que Fazer Quando Meu Filho Pega Coisas Que Não São Dele

Sair do trabalho, buscar o filho na escola e, enfim, chegar em casa para terminar o dia em família. Com banho tomado, jantar servido, é hora do seu filho ir brincar e você aproveitar para dar uma olhadinha na agenda escolar. Tudo parece bem. Até o momento em que você abre a mochila e se depara com um carrinho azul, que você nunca viu na vida.

É bem provável que você já tenha vivido ou vai viver uma situação parecida com seu filho pequeno. Parece que algo está errado e isso traz um imenso desconforto. Logo surge a dúvida:

O que esse brinquedo está fazendo na mochila do meu filho? Ele pegou sem pedir? O colega concordou? A professora emprestou?

Então, você descobre que ele pegou sem pedir e age como se fosse a coisa mais natural do mundo. E logo surge outra dúvida:

Por que meu filho pegou o brinquedo sem pedir?

Entre os 2 e 6 anos a criança está em plena fase do egocentrismo. Ela ainda não consegue se colocar no lugar do outro e, por isso, age como se tudo pertencesse a ela. Essa fase faz parte do desenvolvimento da criança e, portanto, não tem nada de errado. É a fase do “tudo é meu”.

A criança entende que aquele brinquedo que ela gostou tanto de brincar pode ser levado para casa, mesmo sendo do colega ou do acervo da escola. Colocar o brinquedo na mochila e levar para casa, significa para ela, estender a brincadeira por mais tempo.

criança_pega_coisas_não_são_dela

Então, veja como você pode agir ao se deparar com um brinquedo desconhecido guardadinho lá no fundo da mochila do seu pequeno:

1- Tenha calma

Não se assuste, calma e tranquilidade são essenciais para resolver essa situação. Lembre-se: o que está acontecendo com seu filho é normal e faz parte do desenvolvimento da criança entre 2 e 6 anos.

2- Questione

Conte para o seu filho que ao pegar a agenda você encontrou um brinquedo que não é dele. Então, pergunte como o brinquedo foi parar lá (não se assuste se você ouvir que o brinquedo chegou na mochila voando). A imaginação da criança costuma ser fértil, principalmente se ela perceber que você está prestes a dar uma bronca.

3- Oriente

Agora, chegou o momento de resolver. Você sabe que o brinquedo não é do seu filho. Explique a ele como funciona: o brinquedo tem que ser devolvido, porque pertence a outra pessoa.  

Seu filho não vai aprender da primeira vez. É provável que ele leve outros brinquedos para continuar a brincadeira em casa. Por isso, pedir ajuda à professora costuma ser uma boa saída. Ela irá fazer as intervenções quando perceber o que está acontecendo.

É com os adultos que a criança vai aprendendo o que pode e o que não pode. Os valores vão sendo ensinados no dia a dia, todas as vezes que surgem novos desafios.

Como alimentar seu filho longe da TV

Acabar com as brigas na hora do almoço e do jantar, é hoje, um dos maiores desafios da criação dos filhos. Brigas e mais brigas, porque a criança se recusa a comer o que lhe é oferecido. Ela grita, chora, se debate, joga a comida fora e não come. Em muitas famílias, refeição é sinônimo de conflito.

Por isso, para muitas mães, a TV tem sido a única saída para que seus pequenos se alimentem. Enquanto ficam distraídos com a “telinha” vão engolindo o que é colocado na sua boca. Não sabem o que estão comendo. Apenas comem.

Assim, hipnotizadas pela TV, as crianças deixam de construir uma relação saudável com o ato de alimentar-se. Elas não estão aprendendo que comer tem a ver com sobrevivência, é essencial para o ser humano.

Enquanto assiste à TV, a criança não constrói o prazer pelo ato de alimentar-se.
Ela não aprende:

– O sabor, o cheiro, a textura, as cores e as formas de cada alimento;
– O nome dos alimentos;
– A escolher o que ela quer ou não quer comer;
– Quando parar de comer, porque está satisfeita
– Que alimentação tem a ver com saúde.

alimentação_tv

É o que está vivendo essa mãe que encontrou na TV uma maneira de fazer seu filho engolir a comida, sem resistir:

“Meu filho tem 1 ano e 4 meses. Todos os dias são brigas e mais brigas na hora de comer. Ele fica no cadeirão, mas rapidinho vira o rosto de um lado para o outro, rejeita a comida e grita para sair. Então, desesperada, eu ligo a TV. Enquanto ele está distraído, olhando os desenhos, eu ponho a comida na boca dele. É assim que ele vai comendo.”

A falta de tempo e de paciência acabam impedindo que pais e mães ensinem aos seus pequenos o valor de se sentar à mesa, em família, para alimentar o corpo.

Em muitas famílias, o hábito de comer assistindo TV está tão consolidado que se transformou em algo natural. Anormal é preparar uma mesa para que todos possam comer juntos. Isso significa perda de tempo. E não são poucas crianças que têm TV no quarto e acabam fazendo as refeições ali mesmo.

Mas é desde pequeno que se aprende a comer em família, conversando, experimentando sabores, sem medo do gosto. Juntos, todos aprendem a comer bem.

1- Seja exemplo

Seu filho está “de olho em você.” Ele está observando e aprendendo o tempo todo com você.

Ele não vai querer comer sentado à mesa, se os pais estão comendo e assistindo TV ao mesmo tempo, sentados no sofá.

2- Procure agir por antecipação

Avise seu filho, mais ou menos dois minutos antes, que está chegando a hora de comer, todos juntos, à mesa e a TV vai ser desligada. Ele vai se sentir respeitado.

3- Dê uma olhada na rotina

Pode ser que seu filho esteja sentando para comer de “barriguinha cheia.” Se for assim, ele não vai querer comer no momento em que a refeição for escolhida.

Dê uma olhada nos horários e na quantidade. Se ele está com fome, provavelmente, come melhor.

4- Ofereça alimentos variados

Ofereça, sempre, alimentos variados e nutritivos. Com muita paciência e persistência.

Os especialistas são unânimes em afirmar que o alimento precisa ser oferecido muitas vezes até a criança definir, por ela mesma, se gosta ou não. Alguns afirmam que o alimento deve ser oferecido 10 vezes, outros 13, outros 20 e outros, até 40 vezes.

5- Refeições sempre à mesa

Todas as refeições, almoço, jantar e lanche devem ser feitas à mesa, se possível, todos juntos. Esse momento é muito importante para a interação da família e também para que pai e mãe sejam exemplos para os filhos. É um momento de aprender.

Mesmo se a criança come em horários diferentes dos pais, a refeição deve ser servida na mesa.

6- Não se preocupe com a quantidade

Ofereça os alimentos em pequenas porções. Caso seu filho queira repetir, é só colocar mais. Quando a criança consegue comer toda a porção, fica entusiasmada e isso é parte importante na construção do gosto por alimentar-se com qualidade.

Permita que seu filho aprenda o valor que o alimento tem para a saúde. Ele confia e conta com você.

Qual a Melhor Idade Para Crianças Começarem a Praticar Esportes?

Saber o momento certo de iniciar a criança na prática de esportes é dúvida para muitos pais. As academias oferecem variadas modalidades esportivas para adultos e crianças.Prometem ganhos que atendem as necessidades do corpo de se desenvolver e aprender.

Mas, quando e em que tipo de esporte a criança vai ter mais ganhos?

Primeiro, é preciso saber que ganhos a criança tem ao praticar um esporte:

  • Desenvolver a autoconfiança, autoestima, autocontrole;
  • Descobrir o próprio corpo, suas possibilidades e limitações de movimentos;
  • Ampliar os movimentos;
  • Superar a timidez;
  • Aprender a resolver conflitos;
  • Aprender a lidar com a frustração;
  • Aprender a ter iniciativa e a improvisar;
  • Aprender a ser criativo;
  • Aprender a cooperar;
  • Aprender a respeitar regras;
  • Aprender a competir;
  • Aprender a respeitar a si mesmo e ao outro;
  • Aprender a cuidar da saúde;
  • Aprender a ter responsabilidade;
  • Fazer amigos.

Mesmo diante de tantos ganhos, é necessário atenção e cuidado. Levar em conta a idade e o interesse da criança são fundamentais para a escolha acertada.

A prática de esporte além de transformar a vida da criança, pode transformar também a vida da sua família. Pelo exemplo e entusiasmo da criança, pais e irmãos podem se sentir motivados e iniciar uma prática esportiva.

melhor_idade_criança_esporte

Não se pode perder de vista também a necessidade que a criança tem de brincar. Então, para combinar a prática de esporte com prazer e brincadeira, vale responder alguma perguntas:

1º- Qual a idade ideal para iniciar uma prática esportiva?

Depende de cada criança. A lista abaixo é uma referência:

5 anos – natação
6 anos – tênis, futsal, ginástica
7 anos – judô
10 anos – vôlei
12 anos – basquete

2º- Qual tipo de esporte é melhor para a criança? 

O melhor esporte é aquele que tem a ver com a idade e o interesse da criança. É assim que ela vai ter motivação e prazer na prática de esporte.

Educar pelo exemplo vale também para o esporte, mas é bom tomar cuidado. Isso não significa que a criança vai ter o mesmo interesse que os pais têm por determinado esporte.

3º- Esporte individual ou coletivo?

Depende de cada criança. É fundamental que a criança se desenvolva e aprenda com a prática de esportes escolhida.

1- Esporte individual – Esportes individuais como natação e hipismo possibilitam à criança superar dificuldades de movimentos motores e desenvolver a autoconfiança. São ideais para a crianças que apresentam um comportamento mais introvertido, se mostram tímidas ou inseguras.

2- Esporte coletivo – Esportes coletivos como futebol são adequados para a criança que já possui habilidades motoras e um comportamento seguro para atuar em parceria e cooperação.

Para que a prática de esportes seja realmente um momento de aprendizagens e prazer para a criança, é fundamental que não ocorra exageros. A criança dá sinais quando algo não vai bem. Então, é preciso atenção para perceber se a criança:

  • Demonstra cansaço excessivo;
  • Fica irritada com facilidade;
  • Tem dores musculares;
  • Tem baixa no desempenho escolar;
  • Resiste em ir para a escola;
  • Dá desculpas para não ir à aula do esporte escolhido.

Qualquer um desses sinais pede atenção e avaliação. Ouvir o que a criança tem a dizer e mudar a modalidade esportiva podem ser boas opções para que tudo melhore.

Avalie, reflita, converse e decida junto com seu filho o que é melhor para ele. Seu filho confia e conta com você para aprender a fazer escolhas e aprender voltar atrás quando for necessário.

Como Levar Meu Filho Ao Cinema

“O filme estava sendo muito esperado, com classificação livre. Momento ideal para apresentar o cinema para a caçulinha. Mateus, de 8 anos, estava super entusiasmado. Miguel, de 6 anos, se mostrou interessado. E, Maria, a caçulinha, foi na “onda” dos irmãos.
Então, pensei que estava tudo certo! A tarde ia ser incrível: cinema, lanche, boas risadas… momentos divertidos e felizes.

Grande engano! O filme era classificação livre, mas era também um filme denso. Uma história que me emocionou e provocou profunda tristeza.

Os meninos pareciam não entender nada e Maria ficou no meu colo, agarrada, tensa, sem entender o que estava acontecendo….

Conclusão: não era um filme para crianças da idade dos meus filhos.

Onde foi que eu errei?”

O cinema é um passeio que agrada muito os adultos. Quem não gosta de ir ao cinema? Desde a escolha do filme até o bate papo com os amigos, depois da sessão, é pura diversão.

Mas, com as crianças, a história é bem diferente. Levar os pequenos ao cinema pode ser uma aventura daquelas que não termina bem.

crianca-cinema
Sala escura e luz intensa na tela, ar condicionado “gelado”, som altíssimo, pessoas desconhecidas, filme muito longo, história densa, criança muito novinha… A lista de fatores que apresentam risco para o conforto dos pequenos pode ser ainda maior!

E não caia na armadilha de acreditar que “se a maioria das crianças está indo, então está tudo bem levar o meu filho também.”

Não é bem assim. Cada criança é única. Embora tenham as mesmas necessidades, é certo que são diferentes em tudo. Nos medos, no temperamento, nas vontades…

O sucesso do passeio vai depender das suas atitudes quando você resolver que chegou a hora do seu filho frequentar as salas de cinema. Atitudes acertadas podem fazer do cinema um passeio que termina bem e deixa um“gostinho de quero mais”.

1- Leve em conta a idade do seu filho

A idade adequada varia entre 4 e 5 anos. Isso porque, nessa idade, a criança costuma ter maior concentração e consegue ter noção do enredo da história.

Crianças mais novas costumam chorar e ficar muito assustadas, mesmo se você tiver planejado muito bem o passeio.

2- Leve em conta as características do seu filho

Não se esqueça que cada criança é única e o que e bom para uma pode não ser boa para a outra.

Leve em conta os medos e o temperamento do seu filho para não escolher um filme que só vai assustá-lo e fazê-lo chorar.

3- Escolha bem o filme

Muitas vezes a classificação do filme não corresponde às características do seu filho e a história pode não agradar.

Procure saber o que você puder sobre o filme e, se possível, pergunte para aquelas pessoas que você sabe que já assistiram. Enredo, tempo de duração, críticas… Com essas informações você pode decidir se continua ou desiste do passeio.

Você poderá fazer uma pré-escolha e selecionar até três filmes para seu filho escolher um. Mas, lembre-se, primeiro você faz a escolha.

4- Prepare seu filho

Converse com seu filho, “olho no olho”, mesmo que ele já tenha ido outras vezes no cinema. Uma boa conversa prepara a criança e, além de ser uma postura respeitosa com ela, você pode também evitar crises de choro e vontade de ir embora:

  • Fale da história e dos personagens;
  • Mostre fotos do filme;
  • Mostre fotos, se você tiver, de outras vezes que vocês foram ao cinema;
  • Conte que a cadeira é grande e confortável, pode levar lanche e tem banheiro;
  • Conte que a tela é grande, o som é alto, a sala é escura e vocês podem sentir frio, por causa do ar condicionado;
  • Deixe claro que vocês vão juntos, se sentarão um ao lado do outro e, se ele quiser, poderá pegar na sua mão. Vocês também poderão sair antes do filme acabar e voltar para casa.

Saia de casa sem correria. O deslocamento de casa para o cinema traz tranquilidade e permite que vocês cheguem até a sala com calma e tranquilidade.

5- Observe se seu filho está bem

Avalie se ele não está febril, cansado ou indisposto. Ofereça um lanche, para que a fome não o deixe irritado. Avalie se a roupa está adequada e não esqueça do agasalho. Lembre seu filho de ir ao banheiro antes de saírem.

6- Converse sobre o filme depois da sessão

Seu filho vai gostar de conversar com você sobre o filme, ouvir a sua opinião e falar a dele. Você poderá avaliar se o filme foi bom para seu filho e se a escolha foi acertada.

Assistir um filme na sala de cinema poderá ser um experiência incrível para seu filho. Ele pode, desde pequeno, construir o gosto pelas histórias e saber escolher um bom filme.

E isso não é maravilhoso?

Os 5 maiores mitos da amamentação

A amamentação está cercada de mitos que levam muitas mães a desistir muito cedo. Essas mentiras, normalmente aceitas como verdades absolutas, impedem que a criança desfrute do mais rico alimento para o ser humano no início da vida: o leite materno.

Não é raro mães se queixarem do arrependimento tardio por não terem persistido na amamentação.

“Eu devia ter insistido.”
“Sinto um imenso vazio por não ter amamentado…”
“Se eu pudesse voltar atrás…”
“Eu não sabia que podia ter sido diferente…”
“Tive medo!”

Já ouviu ou sentiu algumas dessas queixas?

O medo e as incertezas acabam se tornando maiores que o desejo de amamentar. Não é raro a mãe sucumbir aos mitos e abrir mão da experiência mais intensa e poderosa da sua vida – alimentar seu filho com o alimento produzido pelo seu próprio corpo.

Normalmente, esses mitos são trazidos e validados por parentes e amigos. Aqueles que estão mais próximos da mãe e do bebê. E assim os mitos vão se perpetuando e impedindo que muitas mães tomem a decisão mais acertada para a vida delas e dos seus filhos – a amamentação.

E afinal, que mitos são esses capazes de levar uma mãe, equivocadamente, deixar de amamentar seu filho?

5_mitos_amamentacao

1- Meu leite é fraco e não sustenta o meu filho

O leite da mãe é o alimento mais apropriado para a criança. Rico em água, proteínas e sais minerais, o leite é o alimento perfeito. A dieta exclusiva com o leite materno, até o 6º mês de vida, é tudo que a criança precisa para se desenvolver de maneira saudável e livre de doenças. Há especialistas que se referem a esse período como o quarto trimestre do desenvolvimento do bebê. É como se a gestação ainda continuasse depois do parto.

Não existe leite fraco. Cada mãe produz o leite ideal para seu filho. À medida que o bebê vai se desenvolvendo, o leite também vai se modificando para atender às necessidades de cada criança.

Para se certificar de que o bebê está conseguindo sugar tudo que precisa, basta acompanhar a balança e a quantidade de fraldas molhadas. A criança que faz xixi regularmente e apresenta ganho de peso demonstra que está bem alimentada.

“Toda vez que meu bebê chorava, alguém me dizia que era fome e que meu leite era fraco. Eu nunca acreditei, porque em cada consulta com o pediatra, ele me mostrava como meu filho estava se desenvolvendo bem e estava muito saudável.”

2- Preparar os seios para a amamentação é uma grande bobagem

Os seios da mãe são a grande preciosidade da amamentação. Eles possibilitam que esse momento especial se concretize.

Então, a qualidade dos cuidados que a mãe tem com seus seios, faz toda a diferença para o sucesso desse momento.

A pele delicada que reveste os mamilos pode ficar machucada com o atrito da sucção do bebê. Quando isso acontece, a amamentação pode se tornar extremamente difícil e dolorosa. Um momento tão especial pode se tornar um momento de extrema dor e levar a mãe a desistir.

Então, é essencial fortalecer a pele que cobre os mamilos com massagem e banhos de sol. O indicado é que esses banhos sejam de 10 minutos, duas vezes ao dia, entre 10 horas e 16 horas. Esses banhos devem começar na gestação e seguir durante todo o período de amamentação.

“Quando meu primeiro filho nasceu, senti, literalmente, na pele, a falta que fez os cuidados que eu não tive com meus seios. Sofri com as fissuras e precisei procurar o médico. Assim que soube da minha segunda gravidez, segui rigorosamente as orientações do meu médico. Tomar sol diariamente foi o primeiro deles. Dessa vez deu tudo certo!”

3- Fiz cesariana e, por isso, vai ser difícil amamentar meu bebê

A cesariana não impede a mulher de amamentar. Embora cada corpo tenha suas particularidades, todos foram preparados para a produção do leite que vai alimentar o bebê.

Entre o terceiro e quarto dia, após a cesariana, é bem provável que a mãe já esteja amamentando e saciando a fome do seu filho.

É preciso ter paciência e persistência.

“Confesso que tive medo de não ter leite, por causa da cesariana. Sentia muita dor e não tinha sinal de leite. Mas foi só medo, porque finalmente ele desceu e pude saciar a fome do meu filho.”

4- Meus seios vão ficar caídos

A amamentação não faz os seios ficarem “caídos”. Isso pode acontecer devido ao fator genético e os cuidados durante a gestação, incluindo o controle do ganho de peso.

É certo que, durante a amamentação, os seios passam por um processo intenso, pois ficam grandes, se enchem e se esvaziam de leite incontáveis vezes. Tudo isso provoca mudança e a flacidez durante esse processo acaba sendo inevitável.

Quando a amamentação se encerra, os seios da mãe vão estar diferentes: mais saudáveis e com a beleza de ter alimentado um ser humano – seu filho.

“ Durante a amamentação do meu terceiro filho, percebi que meus seios estavam mais flácidos que das outras vezes e o que é pior, um estava maior do que o outro. Mesmo meu médico me orientando que eles voltariam ao normal, eu tive medo. Mas ele estava certo. Aos poucos eles foram voltando ao normal e, quando me dei conta, eles estavam do mesmo tamanho e mais bonitos.”

5- Amamentar é fácil

Amamentar não é tarefa fácil, principalmente no início. A dor, a falta de rotina, e o cansaço podem se transformar em obstáculos que levam a mãe a desistir e interromper a amamentação.

Por isso, é fundamental preparar os seios durante a gravidez. Essa preparação significa deixá-los fortalecidos para aguentar as inúmeras mamadas dos primeiros dias. Essa frequência poderá machucar os seios da mãe e tornar a amamentação dolorosa e difícil.

A preparação, a paciência, a entrega, a disponibilidade e o amor da mãe são essenciais para que esses obstáculos sejam vencidos e a amamentação se concretize e cumpra bem o seu papel – alimentar e construir vínculos.

“Quem disse que amamentar é fácil? Não é mesmo! Pode ser tudo, menos fácil. Mas, de uma coisa eu tenho certeza: vale cada segundo! Dor, voltas rápidas para casa para não perder a hora da mamada, cansaço… Fica tudo pequeno diante da grandeza de estar com meu filho e poder alimentá-lo! ”

Mãe e filho ganham muito com a amamentação: cuidam da saúde, fortalecem os vínculos, vivem momentos especiais e únicos. Durante a amamentação, mãe e filho estão cuidando um do outro e aprendendo a enfrentar e vencer desafios. É um momento de puro amor!

Maternidade Sem Culpa

E agora? O que é que eu faço?

Eu não sabia que ia ser tão difícil!!!

Estou desesperada!!!!

Me sinto tão culpada!!!

As frases representam sentimentos legítimos e humanos, muitas vezes condenados pelas pessoas às quais eles pertencem: as próprias mães.

Essa condenação se transforma em culpa e atinge brutalmente essa mulher, podendo adoecê-la e enfraquecê-la.

maternidadesemculpa

Durante a gravidez, junto com o bebê, a mãe vai se desenvolvendo e, aos poucos, se transformando em uma nova mulher. Novos sonhos, novas metas, muita expectativa… Mas também medos, sombras, incertezas, dor da separação… E é no meio desse imenso paradoxo de sentimentos que ela vivencia a intensidade do parto, um furacão na vida dos dois: mãe e filho.

Depois do parto, fora do furacão, se descortina um mundo novo e mãe e filho necessitam ser cuidados. É hora de:

  • Cuidar do bebê. Ele precisa ser cuidado, alimentado, acarinhado.
  • Cuidar da amamentação. É um ato de amor e não uma obrigação.
  • Cuidar da mãe. Os dois primeiros cuidados precisam desse para acontecer de verdade.

Se o mundo é novo, mãe, é normal sentir medo. É humano ter medo do que não se conhece. Não saber o que fazer também faz parte do processo de nascimento da mãe. Como todo processo, a maternidade também é aprendizado, pode gerar dúvidas, te deixar insegura às vezes.

As mães são únicas, os filhos também. Por isso, ser mãe é também aprender a lidar com um ser humano completamente diferente de si mesmo, que espera por carinho e proteção. É aprender a lidar consigo mesma em uma papel novo: o de mãe!

Então, mãe, é permitido:

  • Rir e chorar
  • Sentir medo e coragem
  • Sentir tristeza e alegria
  • Sentir raiva e amor

É permitido também:

  • Pedir ajuda
  • Não saber o que fazer
  • Tentar
  • Errar

Permita que esse amor generoso, incondicional, imensurável tome o lugar que é seu, na sua vida. Lembre-se, a maternidade é aprendida a cada dia com erros e acertos.

Assumir sem culpa o que se sente é assumir-se como ser humano. É assumir-se como mãe.

10 Passos Para Seu Filho Dormir Tranquilo a Noite Toda

Chega a hora de ir dormir e a criança começa a inventar “moda”. Quer ficar  vendo TV, quer ir ao banheiro, quer os brinquedos, enfim quer tudo menos ir dormir. Um dia escova o dentes antes de colocar o pijama. No outro dia já está deitado e lembra que não escovou os dentes. O horário de ir para a cama depende da vontade da criança e das tarefas dos pais. É uma situação que se repete a cada dia e traz desgaste para família toda.  A hora de ir dormir se transformou em um caos.

Nessas horas é fundamental estabelecer o ritual do sono. Nos vídeos abaixo eu te conto quais são as 10 dicas fundamentais para estabelecer uma rotina saudável para o seu filho na hora de ir dormir, e que vão garantir uma noite de sono muito tranquila para a sua família.

Pode ser que aí na sua casa, a hora de ir dormir seja mais ou menos assim. Um caos e você não sabe o que fazer.

Para lidar com os desafios de cada fase,  a criança precisa que o seu dia  tenha atividades com horário e sequência estabelecidos. Isso  permite a ela saber e esperar pelo que vai acontecer. É a rotina que traz previsibilidade e estabilidade, dois elementos fundamentais para que a criança consiga se organizar e se sentir segura.

A hora de ir dormir exige também atividades que são previstas e esperadas pela criança. Ela sabe o que vai acontecer e se prepara para tal.

Portanto, é fundamental para a criança que o momento de ir para a cama seja precedido por atividades que se repetem todos os dias na mesma sequência e no mesmo horário. A criança vai se apropriando da rotina,  o corpo reconhece o ritual e se prepara para o que está por chegar: o sono.

O ritual do sono poderá começar em qualquer lugar da casa, menos no quarto, porque é lá que ele termina.

Então veja os 10 passos que vão te ajudar e inspirar a construir um ritual do sono para seu filho.

noite de sono tranquila

1- Hora do jantar – O ritual do sono começa aqui.  Ofereça o jantar mais ou menos três horas antes da criança ir dormir. Isso é importante para que a digestão dos alimentos seja feita em tempo e ainda dê tempo de fazer um lanchinho mais tarde.

2- Brincadeiras mais calmas – Antes de dormir, dê preferência às brincadeiras mais calmas. Elas ajudam o corpo a desacelerar, e a prepará-lo para a hora de dormir. Exemplos de brincadeiras calmas são: brincar de faz de conta, lego, caixa de sucata, desenhar… Observe também se seu filho assiste muita televisão, pode ser que o excesso de tempo na frente dela esteja prejudicando o sono do seu filho.

3- Lanche  – O lanche leve deve ser oferecido  fora do quarto. A amamentação e a mamadeira devem ser oferecidos fora do berço ou da cama. O lanche deve ser mais leve e é muito importante para que seu filho não sinta fome durante a madrugada e acabe interrompendo o sono por isso.

4- Higiene – Agora é a hora de fazer xixi e escovar os dentes. Outro ponto muito importante é colocar o pijaminha. O pijaminha já faz o corpo reconhecer que está na hora de dormir. Importante lembrar que, se estiver calor, o pijama deve ser mais fresco e, se estiver mais frio, deve ser mais quentinho. Um pijama confortável faz toda direferença para o sono tranquilo.

5- Despedida – Chegou a hora da despedida. Despedir do papai, dos irmãos, da família toda e até dos brinquedos, se a criança desejar. Essa ação de despedir é muito importante porque encerra o ciclo do dia e mostra que é hora de ir para o quarto, é hora de ir para o quarto.

6- Preparação do quarto – Esse é o momento certo de combinar com o seu filho como o quarto vai ficar na hora de dormir. Um abajur aceso, a porta entreaberta, tudo apagado, enfim, o que for melhor para vocês. Se seu filho ainda é muito pequeno, prepare o quarto da maneira que vocês se sentirem mais tranquilos. 

7- Contação de história – Esse momento é muito importante porque aqui você estabelecerá conexão com o seu filho. Um dia você lê, outro dia conta histórias. Seu filho também pode contar pra você.  

8- Mais uma despedida e hora de dormir – Quando o seu filho ficar sonolento, se despeça dele e saia do quarto. É hora de encontrar com o sono e ter uma boa noite de sono.

9- Pode ser que ele chame você de volta. Se seu filho chamar de volta, é importante que você volte, converse com ele e, se for preciso, recomece os passos a partir da contação de histórias. A criança está garantindo que você estará lá quando for preciso: atender a esse chamado vai fazer com que ela se sinta mais segura.

10- Preparação durante o sono. Prepare-se para atender o seu filho de madrugada. Durante a madrugada, pode ser que você tenha que voltar no quarto do seu filho mais uma vez. Pode ser que seu filho simplesmente acorde, chame por você e volte a dormir de novo. Mas pode ser que seja necessário recomeçar o ritual de novo e, caso isso ocorra, retome a partir da contação de histórias. 

Ter paciência durante os passos desse ritual é muito importante porque o seu filho precisa de tempo para alcançar uma noite de sono saudável e contínua. Respeitar o tempo dele é fundamental para que, em pouco tempo, todos estejam dormindo tranquilos durante a noite toda!

Seu filho vai se apropriar do ritual do sono com a sua ajuda. Ele confia em você! E a noite de sono vai ser boa para a família toda.

5 Dicas Para o Desmame Noturno

Você ama amamentar e já virou noites alimentando seu filho. Agora ele cresceu, come outros alimentos, mas só dorme agarradinho no seu peito. Está cada dia mais difícil sustentar essa situação. Afinal, é um vai vem a noite inteira e você nem ele conseguem ter uma boa noite de sono.

Você quer continuar a amamentar, mas também quer que todos durmam e descansem. Então, o que fazer?

Primeiro, vale esclarecer: a criança que dorme todo dia mamando no peito aprende a dormir mamando no peito. Quando ela acordar de madrugada, só vai conseguir “pegar no sono” novamente, se  mamar no peito da mamãe. É um recurso que ela aprende a usar para dormir.

E são vários os recursos que uma criança usa na hora de dormir: a orelha ou uma mecha de cabelo da mãe, por exemplo. Ao acordar durante a noite vai precisar do cabelo ou da orelha da mãe para dormir novamente.

Há adultos que também usam recursos para dormir e nem percebem, como aquela pessoa que só dorme assistindo TV, lendo um livro ou depois que tomar um banho.

Depois que a criança começa a se alimentar com outros alimentos, além do leite, ela não precisa mais ser amamentada durante a noite.  Lembre-se, a noite foi feita para dormir e descansar.

Você pode amamentar, sem deixar que o seu peito se transforme em um recurso para seu filho dormir  e nem em uma dificuldade para vocês terem uma boa noite de sono.

Veja o que você pode fazer:

1º- Dê uma olhada em como está o dia do seu filho. A rotina é muito importante: ele está se alimentando direito: almoço, jantar…. Isso é importante para que ele não sinta fome durante a madrugada.

2º- A amamentação  precisa ser oferecida antes de ir para o berço. É aqui que começa a mudança para vocês dois. Amamente seu filho sentada e não deitada. Quando ele começar a ficar sonolento (antes de “pegar no sono para valer”) coloque seu filho no berço.

3º- Se ele ficar resistente, cante, conte uma historinha, mas sem tirá-lo do berço. É bom que a rotina seja sempre a mesma. Assim que você sair, é provável que ele chame você de volta. É importante você voltar e retomar todo o processo outra vez: cantar ou contar história, esperar ficar sonolento, despedir e sair. Isso poderá se repetir algumas vezes. O importante é você não ceder. Lembre-se: paciência e persistência.desmame-noturno

4º- Caso ele acorde durante a noite e chame por você, é preciso atendê-lo e verificar o que está acontecendo. O sono tem ciclos e pode ser que seu filho acorde, chame por você e volte a dormir novamente. Mas é necessário verificar se está tudo bem. Se estiver tudo bem, não retire seu filho do berço nem leve para sua cama. Observe! É provável que ele durma novamente.

Caso contrário, fique firme, retome o processo desde o início:  cante, fique com ele um pouco e saia quando ele estiver quase dormindo.

Você poderá combinar com outra pessoa, com o papai, por exemplo, para atendê-lo e fazer um revezamento com você. Isso é importante para que você e seu filho não fiquem tristes com a separação, afinal ele já se acostumou a dormir com você e quando ele chorar você acabará cedendo!

5º- Procure não ficar com a blusa que você estava quando amamentou seu filho. Ela poderá ficar com  respingos de leite e ele irá sentir o cheiro. Então, fica mais difícil para vocês dois.

Nos primeiros dias será difícil, eu não vou negar,  mas lembre-se, o desmame noturno é um processo. Confie em você, confie no seu filho. É um dia de cada vez com paciência e persistência.

Amamentar é um ato de amor, um  momento em que mãe e filho constroem vínculos fortes para a vida toda, então, viva isso intensamente com seu filho.

6 dicas para lidar com a pré-adolescência (entre 8 e 11 anos)

A fase que antecede a adolescência é bem complicada e varia em tempo de duração e intensidade para cada criança. Há aquelas que passam por isso com tranquilidade, mas a grande maioria das crianças enfrentam grandes desafios emocionais e físicos nesse período. Para a família também não é nada fácil lidar com essas mudanças.

Pode ser que você esteja vivendo isso tudo com seu filho ou que você conheça alguém que está passando por isso, como um sobrinho, enteado, irmão…  Você conhece alguma criança que:

  • Não cumpre regras e nem combinados?
  • Sempre quer se destacar?
  • Costuma ser do contra e tem mania de reclamar e colocar defeito em tudo?
  • Briga muito com o irmão?
  • Sempre tem argumentos, se sente injustiçada?
  • Só quer saber de celular e computador?

A relação é construída desde a criança bem pequena, mas essa fase específica, entre 8 e 11 anos, é a base para uma adolescência mais tranquila, com menos problemas de relacionamento com a família.

É preciso ter paciência e escutar, mas também é preciso firmeza nos momentos de colocar limites. Quando falamos “não” para o filho, temos que sustentar e não voltar atrás. Nessa idade, as crianças nos desafiam e costumam resistir na hora de cumprir regras e combinados. Por isso, é fundamental não voltar atrás, depois de ter colocado um limite.6 dicas pre-adolescente

Para ajudar nesse momento, existem algumas dicas que você pode colocar em prática a partir de agora.

1- Conversas “olho no olho” – Tenha boas conversas com ele,  “olho no olho”. Procure saber sobre seus sentimentos, sem minimizá-los, pois na pré-adolescência tudo parece ser enorme. As crianças nessa idade precisam de atenção.

Durante essa conversa, fale qual o comportamento  que você espera dele. Por exemplo: “eu espero que você me responda da mesma maneira que eu te perguntei, com calma e gentileza”. Isso é importante para que a criança saiba o que esperamos dela.

2- Rotina – Dê uma olhada na rotina do seu filho. As crianças precisam que as atividades diárias sejam sempre no mesmo horário e na mesma sequência. Elas se sentem seguras e, consequentemente, mais tranquilas. Por isso converse com seu filho sobre as tarefas do dia a dia, por exemplo, a hora da Lição de Casa, a hora de ver TV, a hora do banho, etc… Proponha mudanças, se você achar necessário, e pegunte para seu filho se ele tem alguma sugestão. Depois faça uma lista do que ficou combinado, escreva em um papel (seu filho poderá escrever) e coloque em um local onde todos possam ver.

Retome a conversa sempre que você achar necessário e faça cobranças sobre o que ficou combinado. Lembre seu filho que ele participou dos combinados, deu sugestões e concordou. Isso faz com que a criança se sinta responsável.

Lembrando que:

  • as regras não têm negociação (hora do banho, das refeições, fazer a Lição de Casa, ir para a escola, etc);
  • os combinados têm negociação (o horário da Lição de Casa, a hora do banho, onde será o passeio no fim de semana, etc…).

3- Escola –  É muito importante saber como está o comportamento dele na escola e qual a percepção das professoras. A parceria entre escola e família deixa as crianças mais seguras.

4- Elogios – Elogie as qualidades do seu filho, sem exageros, porque as crianças percebem quando estamos querendo agradar demais. Procure valorizar suas qualidades, isso ajuda a elevar a autoestima e autoconfiança deles.

5- Passeios –  Uma boa ideia é convidá-lo para passear e ouvir as sugestões dele: ir ao cinema, fazer compras, um passeio…

6- Atitudes positivas – Ter atitudes positivas, mesmo diante dos erros, poderá fazê-lo se sentir mais autoconfiante. Você poderá dizer, por exemplo, “eu sei que você está bravo, mas não é assim que se resolve essa situação. Como eu posso te ajudar a resolver isso?”.

Entender essa fase é importante para ajudar a criança a vencer essa fase com mais tranquilidade.

Seu filho conta com você!

O que fazer na hora da birra? 3 dicas que mudarão a sua vida!

Um dos maiores desafios da educação dos filhos é lidar com a birra.

Entendê-la para eliminá-la! É possível?

“Meu filho tem 2 anos. Ao ser contrariado se joga ou deita no chão e começa a gritar. Eu tento conversar e nada adianta. Ele parece não me ouvir. Não sei mais o que fazer.”

“Quando meu filho é contrariado ele chora, grita, joga as coisas, se joga no chão, quer nos morder e bater. Já não sei mais o que fazer. Ele que só tem 2 anos e 5 meses. O que eu faço? Falo firme, mas nada adianta.”

Você já passou por  alguma dessas situações? A criança pequena não sabe se comunicar totalmente pela fala e, por isso, costuma usar o choro para conseguir o que deseja. Esse choro pode se transformar em birra.

Mas o que é birra?

Birra

1- Uma forma de comunicação – A birra é uma das maneiras que a criança usa para se comunicar com o adulto. Ela é uma pista para os pais de que, provavelmente, estão cedendo demais nos momentos em que deveriam ser mais firmes.

2- Uma forma de manipulação – A criança manipula o adulto com a birra. No entanto, da mesma forma com que ela  aprende a fazer birra, também aprende a conseguir o que deseja pela conversa. A criança aprende  que não é tudo que ela quer que ela pode ter. Essa aprendizagem depende muito mais dos pais do que da criança, porque a postura deles diante das birras faz toda a diferença.

Mas como eliminar a birra?

1- Esqueça os rótulos – Há adultos que  dão “rótulos” às crianças de acordo com o comportamento que elas apresentam em determinadas situações: “as tímidas”, “as teimosas”, “as de temperamento forte”.

Essas afirmações, além de injustas, trazem enormes prejuízos para o desenvolvimento saudável das crianças.  A birra, por exemplo,  fica justificada e aceita sob o rótulo de “criança determinada”. Nesses casos,  a falta de limite impera, principalmente nos momentos em que a criança é contrariada. A interrupção de uma brincadeira para a criança ir tomar banho pode ser o estopim para uma explosão de birra.

2- Coloque limites – Quando for preciso falar um “não”, colocar limite, é preciso falar com firmeza e tranquilidade. A criança percebe o tom da voz do adulto e isso faz toda a diferença. Quando a criança percebe que o adulto não vai ceder, então ela cede.  Há situações em que a criança não tem escolha: tomar banho, almoçar, jantar, ir à escola, trocar de roupa. Isso tudo é limite. Limite necessário.

3- Sustente os limites – Diante da birra, muitos pais se sentem assustados e amedorontados. Esquecem que são os guias, o “porto seguro” da criança. Sustentar o limite é essencial para eliminar de vez a birra.

Acabar com as birras está nas mãos do adulto. Nós, adultos, é que ensinamos às crianças outras maneiras de comunicação e que nem tudo que a criança  quer, ela pode ter. É o aprendizado do “sim” e do “não”, do “pode”  e “não pode”.

A birra faz parte do processo de desenvolvimento do ser humano. Não há nada de errado com a criança que faz birra. À medida que ela vai entendendo que choros e gritos não farão você ceder,  a birra é colocada de lado de uma vez por todas.